terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Polícia atira em boi a sangue frio

Morte de animal em rodovia foi crime ambiental, diz advogada
Policial foi flagrado ao matar bovino a tiros na BR-040, em Minas Gerais.
Para a Polícia Rodoviária Federal, agente agiu de forma correta.
Luciana Rossetto Do G1, em São Paulo
A advogada e presidente da União Internacional Protetora dos Animais (UIPA), Vanice Orlandi, disse ao G1 que o agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) desrespeitou leis de proteção animal e cometeu um crime ambiental ao matar a tiros um bovino na BR-040, na região da Grande Belo Horizonte, na quarta- feira (6).
Bois e vacas ficaram espalhados pela pista após um acidente e, segundo a assessoria de imprensa da PRF, o policial teria atirado porque os animais soltos na estrada poderiam provocar mais colisões. O policial teria sido autorizado pelo dono da carga a atirar. Ainda de acordo com o órgão, a ação do policial foi correta, pois ele estaria defendendo a si próprio e a outros motoristas.
Vanice discorda e ressalta que o policial deveria ter acionado órgãos especializados para remover o animal. “Ele dispunha de outros meios para evitar acidentes. Poderia parar o tráfego e acionar o Centro de Controle de Zoonoses, que também está apto a resgatar caprinos, equinos e bovinos”, afirma.
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Para a advogada, a própria morte do animal foi executada de maneira incorreta. “Foi um despreparo, uma falta absoluta de sensibilidade e respeito pelos animais, porque o policial tinha outros meios para desobstruir a pista. Esse bicho foi abatido a sangue frio, de forma cruel. Existe uma lei que manda dar morte rápida ao animal cuja eliminação seja necessária, mas nem isso o policial soube fazer.”
Segundo Vanice, é crime ambiental praticar qualquer ato de maus-tratos, ferir ou mutilar animais domésticos ou silvestres. “O bicho foi vítima duas vezes. Como se não bastasse o transporte cruel, que obriga o animal a viajar semanas em pé, ele acabou morto nessas condições”, diz.


http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/foto/0,,34579420-EX,00.jpg
Foto: Cristiano Couto/Hoje em Dia/AE

FONTE: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1440345-5598,00-MORTE+DE+ANIMAL+EM+RODOVIA+FOI+CRIME+AMBIENTAL+DIZ+ADVOGADA.html


PROTESTE!
Envie mensagem para a Assessoria de Comunicação Social da Polícia Rodoviária Federal: nucom.mg@dprf. gov.br
Veja mensagem enviada pelo INR, baseada em texto de Vanice Orlandi (UIPA/SP):
Exmo. Inspetor Aristides Amaral Junior - Chefe da Assessoria de Comunicação Social da Polícia Rodoviária Federal de Minas Gerais

Tomamos conhecimento que um agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) matou a tiros um bovino na BR-040, na região da Grande Belo Horizonte.

Bois e vacas ficaram espalhados pela pista após um acidente e, segundo esta assessoria, o policial teria atirado porque os animais soltos na estrada poderiam provocar outras colisões. Conforme entende a Polícia Rodoviária Federal, a ação do policial foi correta, pois ele estaria defendendo a si próprio e a outros motoristas.

O Poder Público dispõe de órgão específico, com pessoal especializado, para proceder à apreensão de animais domésticos ou silvestres, incluindo bovinos, equinos e caprinos. O tráfego poderia ter sido paralisado pelo policial, até que a apreensão fosse realizada.

O respaldo da corporação propicia a generalização de um padrão de conduta por parte de agentes públicos, o que é gravíssimo, uma vez que a tais agentes incumbe, por norma constitucional, coibir as práticas que submetem animal à crueldade ( art.225,§1º, inciso VII da Constituição da República).

Nem se diga que os animais estavam, mesmo, sendo conduzidos ao abate, primeiro porque há lei que obriga à insensibilizaçã o prévia do animal, e segundo porque o abate passa longe de ser uma prática ética e moral, apesar de lícita.

Nós do Instituto Nina Rosa - projetos por amor a vida, manisfestamos nosso repúdio contra estas atitudes arbitrárias e reivindicamos providências no sentido de apurar e punir os responsáveis, bem como promover a conscientizaçã o dos policiais rodoviários federais sobre as leis que protegem os animais mesmo no momento da morte e quais atitudes tomar em casos semelhantes visando o adequado cumprimento das leis.
Aguardando notícias sobre o acima exposto,
Instituto Nina Rosa - projetos por amor à vida
Educação de valores, um caminho para a paz

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