terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Testes em animais podem custar caro

Antes da notícia, recebi a seguinte mensagem na lista libertacao-animal[yahoogrupos]:

A talidomida é um dos exemplos que mostram que os testes em animais são ineficazes e até perigosos para os seres humanos além de serem cruéis para os animais.

Vejam abaixo que agora o governo do Brasil vai indenizar as vítimas da síndorme da talidomida.

"As perigosas drogas Talidomida e DES foram lançadas no mercado depois de serem testadas em animais. Dezenas de milhares de pessoas sofreram com o resultado" (*nota do tradutor: A Talidomina foi desenvolvida em 1954 destinada a controlar ansiedade, tensão e náuseas. Em 1957 passou a ser comercializada e em 1960 foram descobertos os efeitos teratogênicos provocados pela droga, quando consumida por gestantes: durante os 3 primeiros meses de gestação interfere na formação do feto, provocando a focomelia que é o encurtamento dos membros junto ao tronco, tornando-os semelhantes aos de focas.)

http://yupi3000.files.wordpress.com/2008/09/talidomida2.jpg

Agora sim, a notícia:

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u679195.shtml

Lula sanciona lei para indenizar filhos deficientes de mulheres que usaram
talidomida
da Agência Brasil


Portadores de deficiência física decorrente do uso, pelas mães durante a gestação, da talidomida (remédio usado por grávidas na década de 50 contra enjoo) terão direito a partir de agora a uma indenização em valor único de R$ 50 mil a título de dano moral. A lei foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e está publicada na edição desta quinta-feira do "Diário Oficial da União".

Pela legislação, 227 vítimas vão receber R$ 50 mil em indenização, valor que aumentará na medida em que a dependência resultante da deficiência física for maior. A indenização será paga pelo Tesouro e terá caráter automático, isto é, não dependerá de requisição do beneficiário.

A lei 12.190 complementa a lei 7.070, de 1982, e representa gastos de aproximadamente R$ 34,5 milhões. A norma classifica o valor como pensão especial, mensal, vitalícia e intransferível, aos portadores da deficiência física conhecida como 'Síndrome da Talidomida'.

No valor a ser pago não incidirá qualquer cobrança de Imposto de Renda Pessoa Física. A pensão, ressalvado o direito de opção, não poderá ser cumulativa com qualquer rendimento ou indenização recebida pelo beneficiário.

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